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desdobramentos
livro-objeto
intervenção no livro “primeiro corte”  de anna zêpa. 
exposição “no lombo do burro - a descoberta da poesia” 
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Oct 10, 2014

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Oct 3, 2014

hoje eu dancei um poema. e ele continua dançando em mim.

image

(decio pignatari na aula com fábio brazil - cia. caleidos)

coleção de horizontes 
reciclagem de memórias 
(colagens de fotografias do arquivo pessoal) 
Sep 27, 2014

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Sep 12, 2014
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Aug 26, 2014

da vida o que tenho é poeira de matéria

e criação de memória.

duração de momentos eternos,

vontade de tocar o infinito,

cheirar o tempo de olhos abertos

e o abismo. 

Aug 10, 2014

procissão 

bradamos os degradados filhos 

para que sejamos dignos das promessas

vida, doçura e esperança nossa.

.

.

.

ó doce sempre virgem

gemendo e chorando nesse 

desterro

.

.

.

a nós volvei

esses vossos olhos.

eia pois 

mostrai-nos.

rogais por nós.

.

.

.

Jul 28, 2014

eixo

Nas minhas tardias aulas de dança, minha grande dificuldade sempre foi decorar coreografias. Algumas eu entendo e consigo seguir sem muito esforço mental. Em outras fico tão preocupada em fazer direito os lindos movimentos que me são apresentados que perco o tempo e o compasso, não sabia encaixar um movimento no outro, ficava com vergonha de errar, desistia de tentar e sentava para observar.

E chega um momento na vida que é preciso saber quais são as falhas que se deve mudar e quais se deve aceitar. Na frustração do aprendizado, descobri na teoria coreográfica uma metáfora filosófica que encaixava bem com minhas aspirações bergsonianas e lacanianas.

Coreografar é algo sobre delimitar regras de ação do corpo em relação ao espaço e ao tempo. Dançar é seguir as regras no momento presente, de corpo presente. Em uma instância em que mesmo todo ensaio não prediz o ato. Em que o que é certo é a mudança e o movimento em si. A continuidade é mais importante que os estados. É disto que se trata a duração.

E sim, como é difícil seguir o passo dos outros. É penoso, mas fazemos isso o tempo todo. A cidade nos coreografa.  Os outros nos coreografam. O tempo nos coreografa. Tudo dizendo a todo momento como o seu corpo deve agir, como a mente deve pensar, com qual espírito se deve agir. Olhem as multidões, todas elas iguais com seus passos apressados, a cabeça baixa, a postura que não é lá essas coisas e o peso, o peso do dia a dia dos rostos. Rostos também, todos iguais na fadiga. 

Fora dos passos pré-marcados, a dança contemporânea e a performance me permitem abraçar o improviso como método coreográfico pessoal. Uma gambiarra conceitual para poder me concentrar no que realmente me intessa: o exercício, a descoberta incessante e o prazer de fazer do corpo pincel do espaço e do tempo.Ocupar os vazios com a presença. E tudo bem já que nunca almejei repetir passos com perfeição, mas ver até onde consigo ir com meus próprios passos e erros.

Quando a regra se dissolve em não seguir regra alguma, que não as construídas pela minha própria experiência, é preciso encontrar algo em que se firmar. Ainda sou uma redatora e coerência no roteiro é fundamental. Bergson, meu companheiro de noites e diálogos internos, fala sobre as linhas de tendência e usa a intuição como método filosófico que fareja, não a execução exata dos fatos, mas o campo em que as escolhas geram consequências. E que novas escolhas partem daí em um fluxo incessante de consciência e ação. 

É algo sobre saber onde lançar a rede e, a partir do que se conseguir, definir o próximo esforço. É saber o que se pode pegar com a rede e o que se deve descartar. É aceitar o mistério sem perder o eixo. Ou melhor, é encontrar o eixo na indefinição, com a intuição de quem sabe se reconhecer, mesmo sem padrão definido.  É ter consciência de que nada é sólido e que a realidade nada mais é que aquilo que nos convém, enquanto essência humana, e como campo de construção.

Tudo isso para dizer que o eixo ainda é vago. E talvez sempre será.

E é nesse vagar que está o próprio eixo, fluído e persistente, de ser e estar. Acredito que isto é o mais próximo da verdade que consigo chegar. Aqui e lá. 

»»

imagens, performances e edição: mirelle martins

trilha: marginals + mtakara (bootleg gravado na casa do mancha, 2013) 

Jun 18, 2014

demorou anos para perceber que a vida não muda do dia para a noite. muda no dia após o outro.

movemoment.tumblr.com
Jun 15, 2014
pés
Jun 12, 2014

pés

Jun 3, 2014
Jun 1, 2014
veias de sangue
veios de ouro
onde corre a vida
o tempo e o sopro.
de valia, coisa alguma
era mais ser em sentir.
sem ter, só a fazer.
por fazer.
por se fazer, só a
ser.
veias de ouro,
veios de sangue.
da terra que há de comer
há de se ter mais que consolo.
no solo compasso de vir.
na memória da matéria
há sim aquela artéria,
infinita de mistério,
água rasa espelhando imensidão.
é no frouxo vazio que está
tudo o que segura,
gente e querer
querer de existência
ausência e querência.


(há saber no que é e no que não está)